SerpentiForm: Serpenti através da arte, joalheria e design

Uma nova exposição sobre as mais diversas formas que a Serpenti tomou no mundo das artes, joalheria e design é inaugurada pela Bulgari na Marina Bay Sands

No dia 19 de Agosto foi aberta ao público a exposição SerpentiForm  no ArtScience Museum, em Marina Bay Sands, projetada e montada pela Bulgari. A exposição tem curadoria de Lucia Boscaini, Bulgari Brand and Heritage Curator, e do departamento de Patrimônio da Maison.

Sedutoramente hipnotizante, ela renasce e se transforma, a serpente é um símbolo que vem se entrelaçando por séculos com a história da humanidade, capturando a imaginação de leste a oeste, em todos os cantos do planeta. Desde sempre, a habilidade dessa criatura de se renovar trocando a sua pele para permanecer em contato com a terra e, ao mesmo tempo, se elevar acima dela, se enrolando sinuosamente, alimentou mitos e lendas inspirando artistas em muitos campos. Dotadas de sabedoria e qualidades mágicas, as cobras eram vistas como guardiões, emissários e muitas vezes como deuses, bem como temidas e respeitadas pelo potencial de serem perigosas e destrutivas.

Durante os anos 1940, a Bulgari capturou o poder expressivo desse símbolo, reinterpretando pela primeira vez em uma joia com um bracelete relógio que ao longo das décadas se estabeleceu como verdadeiro ícone de sua ousada criatividade.

Em tributo ao tema que contribuiu para aumentar a fama internacional da Maison, a Bulgari oferece um itinerário eclético e sugestivo que se desenrola da antiguidade até os dias de hoje, narrando como a cobra também inspirou importantes nomes na arte moderna e contemporânea, design, moda, decoração e fotografia.

Antiguidades preciosas do Oriente ao Ocidente examinam o significado simbólico da cobra em vários mitos e lendas: a estátua do jovem Hércules estrangulando as cobras, do século II dC, e as joias apotropaicas da Roma antiga, século IV aC, transmitirão os significados ambivalentes do animal: ameaça e proteção. Da mesma forma, um Buda protegido por uma cobra Naga do início do século XII e estátuas chinesas de guardiões – as divindades que protegem os túmulos de cobras que datam do século II ao século VI, expressarão a sensação de atração e o medo que as cobras sempre causam.

A visão da serpenti na arte moderna e contemporânea será representada por trabalhos de artistas tais como Joan Miró, Marc Chagall, Alexander Calder, Keith Haring, Niki de Saint Phalle, Joana Vasconcelos, Heri Dono – e os mestres da fotografia Robert Mapplethorpe e Helmut Newton.

A exposição também é enriquecida com figurinos de prestigiosos arquivos de teatro e cinema e com os melhores estilistas italianos: a serpente torna-se uma arma excêntrica que fascina, brinca ou adiciona carisma extra a um personagem.

Uma analise das esplêndidas criações Bulgari Serpenti dos arquivos da Maison e das coleções particulares – que vão desde os primeiros modelos mais estilizados feitos com a técnica Tubogas a mais realistas com escamas de ouro ou esmaltadas em muitas cores – encerram a exposição. A seleção inclui criações especialmente projetadas este ano para SerpentiForm, mostrando como o ontem, como hoje, o motivo da cobra continua a evoluir e a alimentar a criatividade inesgotável da Maison.

 

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